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Uma Noite, Markovitch

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Uma Noite, Markovitch

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Autor: Ayelet Gundar Goshen  

Editora: Todavia

Assunto: Romance

Traduzido por: Paulo Geiger

Páginas: 400

Ano de edição: 2018

Peso: 700 g

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Bom
Marcio Mafra
02/08/2020 às 12:21
Brasília - DF
“Uma Noite, Markovitch” conta a história de dois palestinos Zeev Feinberg e Iaakov Markovitch.
Logo no início da 2ª guerra mundial eles vão à Alemanha nazista para casar com mulheres judias e assim trazê-las para a futura pátria judaica no Oriente Médio, a planejada Israel.
Quando retornavam eles deviam se divorciar e cada um ia para seu lado.
Era a vida que seguia.
Zeev um incorrigível mulherengo, machão dono de um famoso bigode, aproveita bem a ocasião e se diverte com a esposa “provisória” e só pensa em retornar da missão humanitária, pois sua garota predileta o aguardava na futura Israel.

Mas para Iaakov Markovitch, um cara sem sal, sem graça nem beleza, tímido e introvertido, o “casamento de favor” vira uma obsessão que o acompanhará pelo resto da vida.

Ele se recusa fazer o divórcio e alimenta a esperança de que a mulher com quem “casara de favor” pudesse vir a amá-lo.
A história é uma busca do amor, mas sobra ternura, paixão e fatos engraçados.
Além disso ainda é a demonstração de que as mulheres fortes e decididas, também têm desejos, necessidades e conseguem lutar por eles, mesmo durante a guerra.
Embora tenha considerado este livro como "bom" pelo seu tema, não gostei da leitura, não sei bem porque, mas tem uma repetição incrível - de nome, de fatos, de lugares, de comportamento dos personagens - que torna a leitura meio chatinha ou cansativa.

Marcio Mafra
02/08/2020 às 12:21
Brasília - DF
Baseada em fatos reais a história conta a aventura de homens judeus que no início da 2ª Guerra Mundial iam da Palestina até a Alemanha nazista com objetivo de realizar casamentos fictícios e assim resgatar mulheres judias, que certamente iriam morrer ou ser perseguidas pela Gestapo. Depois quando o casal chegava de volta a Israel, eles deviam se divorciar e continuar com suas vidas. Iaakov Markovitch, no entanto se recusa divorciar da mulher com quem se casou, pois esperava que, com o passar do tempo, sua mulher passasse a amá-lo.
Marcio Mafra
02/08/2020 às 12:21
Brasília - DF
Quando laakov Markovitch chegou à casa de Sônia e Zeev Feinberg ela já estava em Tel Avive ele, em pleno mar. O ar marinho lhe fez bem. A ondulação do navio na água o tranquilizava. Para um homem que vivia fugindo de seus pensamentos, era bom estar em constante movimento. Toda vez que a lembrança dos corpos da mãe e do filho assomava na escotilha de sua cabine, Zeev Feinberg corria para descartá-Ia no convés, e o navio seguia adiante singrando as águas. Repetidas vezes a lembrança assomava na cabine, repetidas vezes Zeev Feinberg a jogava no mar lá embaixo. Até que, lentamente, os intervalos entre um assomo e outro começaram a aumentar, e Zeev Feinberg já se via passando horas inteiras livre da imagem da mãe morta abraçando o solo enquanto o filho morto lhe abraçava as costas. Começou a sair da cabine. A princípio, só por alguns minutos. Olhava o sol, a água e o rosto das pessoas, então voltava para o quarto. Mas logo se deu conta de quão belos eram o sol, a água e, principalmente, os rostos, e passava boa parte do dia fora da cabine. Quando compreendeu que voltara a estar na companhia de pessoas, ficou pensando em quando voltaria a falar com elas. Muito tempo já havia se passado. Às vezes, quando ouvia um daqueles palhaços de convés contar uma piada já batida, a língua se agitava em sua boca, querendo vencer a barreira do silêncio. Mas ele se recusava. Tinha medo de haver esquecido como falar com as pessoas. Até que uma noite, com a ajuda de alguns copos de bebida e de duas garotas que não paravam de rir, caíram as fortalezas do silêncio de Zeev Feinberg. E de uma só vez. Num instante estava ouvindo um homem na mesa ao lado arruinar uma boa e querida piada, e no seguinte explodia: "Não é assim que se conta! Você está tirando toda a graça!". Então tornou a contar a piada, para a alegria das garotas, e fez aquilo tão bem que até mesmo o homem, que no início ficara irritado, deu gargalhadas. Era como andar de bicicleta, pensou consigo mesmo. O corpo se lembra de tudo. Foi dormir alegre, e não sonhou com a mulher e seu bebê por muito tempo. Porém, à medida que o navio se aproximava de terras europeias, Zeev Feinberg ficava mais inquieto. Tinha a impressão de que, enquanto estivesse navegando, não corria riscos. Mas, no momento em que se visse em terra, quando deixasse de se movimentar, as lembranças que tinha jogado sobre a amurada no convés voltariam subitamente para atacá-lo. Quando chegaram a seu destino, ele deixou o navio com decisão e começou a caminhar energicamente. Os que tinham ido recebê-lo tiveram de apressar o passo para acompanhá-Io. Entre os membros do grupo, Zeev Feinberg era o único que não havia estado na Europa durante a guerra. Antes de chegarem, pensaram que por causa disso ficaria para trás. Em missões como aquela, o envolvimento pessoal era vital. Mas rapidamente constataram o contrário. Zeev Feinberg não se detinha nem por um instante. No decorrer de um mês tinham percorrido metade do país, varrendo-o de aldeia em aldeia, vilarejo em vilarejo, num movimento constante. Mesmo quando a caça dava seus frutos, quando punham a mão num criminoso conhecido, Feinberg não deixava ninguém dormir sobre os louros. "Em frente. Tem mais." Seus companheiros louvavam sua determinação. Ninguém sabia que não era o apego ao objetivo que movia o caçador bigodudo, e sim o medo. Zeev Feinberg perseguia porque estava sendo perseguido, de modo que poucos conseguiam escapar dele. Os raros momentos de felicidade ocorriam quando a perseguição atingia velocidades extremas. Então, quando o acelerador tocava o chão do veículo, quando os companheiros lhe gritavam que diminuísse a velocidade, Zeev Feinberg sabia que estava livre por um breve momento da mãe e do bebê, e o carro lançava-se à frente. Naquela região limítrofe entre os tempos, entre o lugar que tinham deixado e aquele aonde iam chegar, podia finalmente pensar em Sônia. Imaginava se agora também se postara na praia, blasfemando, xingando-o com palavras tão reles que a espuma do mar ficava enrubescida. Tentava adivinhar que termos teria escolhido, sua demônia querida, imaginado coisas vergonhosas e insultos que faziam cócegas em seu bigode. Zeev Feinberg imaginava os olhos flamejantes de Sônia e ria. Pensava então como estava distante o dia em que poderia voltar para ela, e ficava sombrio. Todo aquele tempo seus companheiros o olhavam com uma admiração que se mesclava ao medo, pelo modo como ia queimando, do jeito que dirigia, a terra da Alemanha.

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Marcio Mafra
02/08/2020 às 12:21
Brasília - DF
Considerada um expoente da nova literatura iraelense, Ayelet é autora de “Uma Noite, Markovitch’ e foi uma das convidadas VIP da Flip de 2019. Por isso comprei seu livro.

 

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