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O Corpo Dela e Outras Farras

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O Corpo Dela e Outras Farras

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Autor: Carmen Maria Machado  

Editora: Planeta

Assunto: Contos

Traduzido por: Gabriel Oliva Blum

Páginas: 240

Ano de edição: 2018

Peso: 480 g

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Bom
Marcio Mafra
03/08/2020 às 17:33
Brasília - DF
A autora americana de pai cubano.
Ela faz uma narrativa entre realismo, ficção cientifica, fantasia e comédia.
Narra sobre estupros, assassinatos, paixões e sofrimento.
Que pode acontecer quando uma esposa se recusa a tirar uma fita verde de seu pescoço, ou quando outra mulher relata seus encontros sexuais, ou mesmo uma costureira acaba descobrindo coisas estranhas na bainha de vestidos de festas.
Cada conto arrola um tipo de crise conjugal, porém acrescido de algum humor – as vezes negro – histórias baseadas em dor, vergonha e sofrimento de mulheres.
Livro de contos é bem "facinho" de leitura. Os contos são um pouco virulentos.

Marcio Mafra
03/08/2020 às 17:33
Brasília - DF
Oito contos: (1) O Ponto do Marido, (2) Inventario, (3) Mães, (4) Especialmente Hediondas, (5) Mulheres de Verdade Têm Corpos, (6) Oito Bocados, (7) A Residente e (8) Difícil em Festas. Versam sobre diferentes temas, variando sobre medos, masoquismos, maldades, assombrações e violências.
Marcio Mafra
03/08/2020 às 17:33
Brasília - DF
Nunca trepamos com tanta urgência quanto nessas semanas, mas ela está desaparecendo mais e sentindo menos. Ela goza sem muita frequência. Petra se retrai por períodos cada vez mais longos - um minuto, quatro, sete. Cada episódio mostra um aspecto diferente dela: um esqueleto, músculos viscosos, as formas escuras dos seus órgãos, nada. Ela acorda chorando e passo o meu braço com força em volta dela, sussurrando com delicadeza em seu ouvido para que ela se acalme. Petra lê boatos na internet sobre como é possível retardar o desaparecimento. Um fórum fala sobre uma dieta rica em ferro, de modo que ela cozinha espinafre suficiente para alimentar uma família grande e o mastiga sem dizer nada. Outro recomenda banhos gelados e a encontro tremendo e arrepiada na banheira. Ela me deixa secá-Ia, como se fosse criança. Petra quer sair para uma caminhada num domingo quente, então saímos. A primavera chega aos trancos e barrancos no vale e hoje os caminhos pela mata estão lamacentos. A neve derrete e pinga água nos nossos cabelos. Seguimos um córrego que é praticamente um ser vivo, brotando desordenado pelas suas próprias curvas. Descansamos em uma clareira ensolarada e comemos laranjas e frango frio. Petra passou a tratar cada refeição como se fosse a última, de maneira que ela tira a pele dos pedaços de frango e mastiga-a de olhos fechados, e depois a própria carne, e então chupa com vontade cada osso antes de jogá-los fora em meio às árvores. Ela coloca cada fatia de laranja na boca com reverência, como se fosse uma hóstia, morde os gomos e tira as cascas como pele de cutícula. Esfrega as cascas na pele. "Tenho lido umas coisas", diz Petra entre goles de água gelada. "Parece que acham que as mulheres transparentes tão fazendo esse tipo de ... não sei, acho que dá pra chamar de terrorismo? Elas tão entrando em sistemas elétricos e zoando com servidores, caixas e urnas eletrônicas. Protestando." Petra ainda se refere a elas na terceira pessoa. "Gosto disso." Fora o zumbido dos insetos e o canto dos pássaros, a mata está silenciosa. Tiramos as nossas roupas e nos banhamos no sol. Examino as pontas dos meus dedos contra os halos claros cor de âmbar e rosados em volta das sombras dos meus ossos. Me debruço sobre Petra e beijo o seu lábio inferior, o superior. Beijo a sua garganta. Enfio a minha mão entre suas coxas. À nossa volta, os minutos se estendem pela terra como formigas: caem no córrego cheio e são levados pela correnteza.

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Marcio Mafra
03/08/2020 às 17:33
Brasília - DF
Em Agosto de 2019, a mídia especializada fez muita propaganda dos autores que participaram da FLIP 2019 que aconteceu em Paraty, Rio de Janeiro, entre 10 e 14 de julho. Era o PÓS FLIP, um movimento patrocinado pelos editores que precisavam vender os livros dos autores “convidados da Flip”. A conhecida Festa Literária Internacional de Paraty que acontece desde 2003, no ano de 2019 não teve o sucesso financeiro desejado. Era o primeiro ano do governo Bolsonaro, quando o Ministério da Cultura foi extinto logo no início do governo e recriado pouco depois, tendo sido cortadas grande parte das verbas destinadas no orçamento da União para a cultura. Também a economia em 2019 ainda capengava da recessão porque o país tinha recuperado apenas 30% do que fora perdido na crise política de 2016/2018. A crise fora provocada pelo impeachment da Presidente Dilma Roosevelt e do governo tampão Michel Temer. Então o PÓS EVENTO fez as editoras publicarem ou republicar: (1) Welcome To Copacabana do autor Ednei Silvestre (2) Se eu Fechar os Olhos Agora do autor Edinei Silvestre (3) Memórias da Plantação da autora Grada Kilomba (4) O Corpo Dela e Outras Farras da autora Carmen Maria Machado (5) Noites em Caracas da autora Karina Borgo (6) Uma Noite Markovitch da autora Aylet Gundar Goshen (7) Também os Brancos Sabem Dançar, do autor Kalaf Epalanga (8) Fique Comigo da autora Ayobani Adebayad, (9) Talvez Ester da autora Katja Petrowskaja (10) Redemoinho em Dia Quente da autora Jarid Arraes (11) No Armário do Vaticano do autor Frédéric Martel (12) Ideias para Adiar o Fim do Mundo do autor Ailton Krenac (13) A Terra Inabitável do autor David Walace Wels (14) Os Dias da Crise do autor Jerônimo Teixeira (15) Oráculo da Noite do autor Sidarta Ribeiro e ainda (16) A Mãe da Sua Mãe da autora Maria José Silveira. Comprei todos os 16 livros porque Livronautas não poderia deixar passar em brancas nuvens esta crise literária, econômica e política.

 

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