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Também os Brancos Sabem Dançar

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Também os Brancos Sabem Dançar

Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Kalaf Epalanga  

Editora: Todavia

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 304

Ano de edição: 2018

Peso: 580 g

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Ruim
Marcio Mafra
09/08/2020 às 10:03
Brasília - DF
Um romance que transpira música – e igualmente uma das mais vigorosas reflexões contemporâneas sobre identidade. A história quase biográfica de Kalaf Epalanga, também é uma viagem colorida e repleta de memórias pessoais, musicais e literárias em torno da África, Europa e até mesmo do Brasil. Narrado com leveza e graça, Também os brancos sabem dançar é a crônica dos muitos encontros propiciados pela música e pelas palavras. No entanto, não é um livro de facil leitura. Talvez a falta de conhecimento dos costumes angolanos tenham dificultado apreciar a leitura.


Marcio Mafra
09/08/2020 às 10:01
Brasília - DF
A história de um músico e escritor angolano chega de trem à fronteira entre Suécia e Noruega. Juntamente com sua banda, ele pretende se apresentar em Oslo. Sem um passaporte válido para mostrar, vivendo num limbo entre as cidadanias angolana e portuguesa desde que escapou da guerra em seu país para poder tocar a vida em Lisboa, ele é detido por tentativa de imigração ilegal e conduzido à delegacia para averiguação. Aflito com a precariedade de sua situação e ansioso para conseguir chegar a tempo para o concerto, começa a se perguntar: como explicar que ele é apenas um pacato artista angolano? (baseado na divulgação da editora)
Marcio Mafra
09/08/2020 às 10:01
Brasília - DF
Estacionámos junto a um prunus padus em flor. Os nórdicos chamam a esta árvore cerejeira de Hegg, uma caducifólia de floração branca e perfumada, com um fruto negro amargo. Na Idade Média acreditava-se que a casca tinha propriedades es- pirituais, que afastava a peste. Em Portugal é conhecida por azereiro-dos-danados, O guarda da penitenciária era um ser redondo de cara e bar- riga, e, assim que me viu entrar, escoltado pelas duas agentes loiras, pôs-se hirto como um pé de cana-de-açúcar. Trocadas al- gumas palavras em norueguês, abriram-me a mala e espalharam os meus pertences sobre o balcão. Um iPod, um par de auscul- tadores, um computador, um telemóvel, dois livros - uma edi- ção do Distraídos venceremos, de Paulo Leminski, presente de um amigo brasileiro, Rodrigo Amarante, e uma edição de Nós, os do Makulusu, de José Luandino Vieira, roubados da biblio- teca do meu avô -, calçado, roupa interior, um par de t-shirts e uma muda de calças. Depois de listados cada um dos objetos, tiraram-me as algemas e, com o pulso ainda a latejar, assinei a folha do inventário. O pé de cana-de-açúcar pouspu os olhos na minha assinatura, estudando-a, como se procurasse determinar naquele rabisco nervoso se eu era de facto culpado ou inocente. Tudo lhes servia. Estendeu-me o meu telemóvel e disse-me que tinha direito a um telefonema. "Fala em inglês!", advertiu-me. A primeira pessoa em quem pensei foi na Teresa, a generosa e sempre otimista Tê, minha advogada. Imaginei-a nas suas au- las de dança contemporânea, atividade que lhe ocupa as tardes de sábado e permite que se abstraia dos processos em tribu- nal. A notícia iria apanhá-Ia em contramão e a partir de Lisboa ela não teria muito como ajudar. Lembrei-me depois de Phil, o meu manager, e da Belinda, minha agente, mas ambos vivem em Londres e, tal como Teresa, por mais preocupados e bem- -intencionados que sejam, nenhum deles iria conseguir tirar- -me deste aperto antes do início da próxima semana, e tudo me dizia que nessa altura já estaria condenado, num centro para imigrantes ilegais e à espera de ser repatriado. O pé de cana- -de-açúcar estava a ficar impaciente, e recebi o telemóvel da sua mão. Pensei no meu pai. Não por sentir que ele me poderia va- ler, mas por me parecer que, na história de outro qualquer, um pai seria o primeiro na lista de emergências de um filho. Mas precisava de alguém perto, e que me fosse próximo, alguém da banda, precisava de Branko, só ele iria entender a gravidade da situação, atuar primeiro e fazer as perguntas depois.

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Marcio Mafra
09/08/2020 às 10:01
Brasília - DF
Em Agosto de 2019, a mídia especializada fez muita propaganda dos autores que participaram da FLIP 2019 que aconteceu em Paraty, Rio de Janeiro, entre 10 e 14 de julho. Era o PÓS FLIP, um movimento patrocinado pelos editores que precisavam vender os livros dos autores “convidados da Flip”. A conhecida Festa Literária Internacional de Paraty que acontece desde 2003, no ano de 2019 não teve o sucesso financeiro desejado. Era o primeiro ano do governo Bolsonaro, quando o Ministério da Cultura foi extinto logo no início do governo e recriado pouco depois, tendo sido cortadas grande parte das verbas destinadas no orçamento da União para a cultura. Também a economia em 2019 ainda capengava da recessão porque o país tinha recuperado apenas 30% do que fora perdido na crise política de 2016/2018. A crise fora provocada pelo impeachment da Presidente Dilma Roosevelt e do governo tampão Michel Temer. Então o PÓS EVENTO fez as editoras publicarem ou republicar: (1) Welcome To Copacabana do autor Ednei Silvestre (2) Se eu Fechar os Olhos Agora do autor Edinei Silvestre (3) Memórias da Plantação da autora Grada Kilomba (4) O Corpo Dela e Outras Farras da autora Carmen Maria Machado (5) Noites em Caracas da autora Karina Borgo (6) Uma Noite Markovitch da autora Aylet Gundar Goshen (7) Também os Brancos Sabem Dançar, do autor Kalaf Epalanga (8) Fique Comigo da autora Ayobani Adebayad, (9) Talvez Ester da autora Katja Petrowskaja (10) Redemoinho em Dia Quente da autora Jarid Arraes (11) No Armário do Vaticano do autor Frédéric Martel (12) Ideias para Adiar o Fim do Mundo do autor Ailton Krenac (13) A Terra Inabitável do autor David Walace Wels (14) Os Dias da Crise do autor Jerônimo Teixeira (15) Oráculo da Noite do autor Sidarta Ribeiro e ainda (16) A Mãe da Sua Mãe da autora Maria José Silveira. Comprei todos os 16 livros porque Livronautas não poderia deixar passar em brancas nuvens esta crise literária, econômica e política.

 

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