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A Montanha Mágica

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A Montanha Mágica

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Thomas Mann  

Editora: Nova Fronteira

Assunto: Romance

Traduzido por: Herbert Caro

Páginas: 986

Ano de edição: 2000

Peso: 1.105 g

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Bom
Marcio Mafra
23/04/2005 às 13:18
Brasília - DF

Conto ambientado no início do século 20. A história tem como palco principal um sanatório, numa aldeia suíça, na cidade hoje conhecida como Davos. O personagem principal - Hans Castorp - vai visitar seu primo e acaba também internado ao se descobrir doente da tuberculose. A partir dessa nova realidade, Hans vai perdendo suas características burguesas e tornando-se cada vez mais crítico diante da vida. A narrativa é do tipo existencialista, como se alguém passasse a vida à procura de um sentido para a mesma. Embora, este seja o livro mais famoso de Thomas Mann, é tido pela crítica como a obra que exprime melhor o humanismo de autor. Foi com este título que o alemão recebeu o Nobel de literatura. Embora trate-se de uma obra laureada pelo Nobel, são quase mil páginas, de uma história monótona, arrastada, monocórdia, sem emoção, sem graça, sem água, sem açúcar, sem sal, sem pimenta e não se evidencia - em nenhum momento - "a defesa do humanismo num mundo dilacerado pela violência e opressão" conforme está escrito na contracapa. É fácil perceber que manchetes como "A defesa do humanismo, num mundo dilacerado pela violência".... eram manipulações de americanos, para "endeusar" aqueles que lhes convinham politicamente, ao tomarem atitudes políticas, jornalistas ou literárias, que condenassem o nazi-facismo. Qualquer dessas atitudes era motivo de promoção pelos EUA. O livro não corresponde à fama do autor.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Hans Castorp, que foi a Davos visitar um primo doente e acabou se contagiando com a tuberculose. Ficou sete anos perambulando entre a saúde e a enfermidade, paixões e enterros, febre e cansaço, tropeçando entre o romantismo idealista, o niilismo e o anarquismo revolucionário. Curado, continua sendo o protótipo da perplexidade, ingenuidade e perturbação, porque acaba se alistando para lutar na segunda guerra mundial. Com a Montanha Mágica, Thomas Mann ganhou, em 1929 o Nobel da Literatura.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O fato de e1e estar constipado e o modo débil, ineficaz, como tossia, não causavam especie. Aque1e ligeiro que de perplexidade ou de agastamento que Settembrini mostrara ao ver os jovens foi vencido por e1e com grande elegância O italiano exibiu um humor radiante e acompanhou a apresentação de toda sorte de chistes. Designou, por exemplo, o sr. Naphta como princeps scholasticorum. Afirmou que a alegria "campeava magnificamente na sala do seu peito", como dizia Aretino; e isso era devido a primavera, a primavera que lhe enchia o coração. Os senhores sabiam - continuou - que e1e tinha muita coisa que objetar ao mundo dali de cima e que já desabafara freqüentemente. Mas, gloria a essa primavera alpina, que pelo menos passageiramente o reconciliava com todos os horrores dessa esfera! Nela não havia nada de tudo quanto a primavera da planície tinha de perturbador e de excitante. Nada de efervescência nas profundidades, nada de brumas carregadas de e1etriicidade! Só clareza, secura, aprazimento e graça austera! Isso harmonizava com seu gosto, era superbe. Os quatro andavam numa fila irregular, lado a lado, onde o caminho o permitia; mas quando se encontravam com outros transeuntes, Settembrini, que formava a ala direita, tinha de descer da calçada, e as vezes se interrompia por um instante o alinhamento, porque um ou outro dentre e1es ficava atras ou dava um passo para o lado - ora Hans Castorp, que caminhava entre o humanista e Joachim, ora Naphta, na extremidade esquerda. Naphta soltou uma breve risada, com voz sobre a qual o resfriado exercia um efeito de surdina, e que ao falar recordava o som de um prato rachado em que se bate com o nó do dedo. Apontando com a cabeça para o italiano, disse com um sotaque arrastado: - Ouçam só o voltairiano, o racionalista. Elogia a natureza, porque mesmo nas condições mais fecundas ela não nos perturba com brumas místicas, mas conserva uma secura clássica. Como se diz unidade em latim? - O humor - exclamou Settembrini por cima do ombro esquerdo -, o humor na concepção que o nosso professor tem da natureza, consiste no seguinte: a maneira de Santa Catarina de Siena, ele pensa nas chagas de Cristo, ao ver prímulas vermelhas. Naphta retrucou: - Isto seria antes engenhoso do que humorístico. Mas, pelo menos assim se confere espírito a natureza, e ela carece dele. - A natureza - tomou Settembrini, em voz abafada, já não falando por cima do ombro, senão em direção ao chão - absolutamente não necessita de espírito. Ela própria é espírito. - O senhor não se aborrece com o seu monismo? - Ah, então confessa que é por amor a distração que o senhor divide o mundo em dois campos adversários e separa Deus e a natureza? - Acho interessante que o senhor fale de amor à distração para designar aquilo que tenho em mente, quando digo "paixão" e "espírito". - Imaginem que o mesmo homem que usa palavras tão retumbantes para necessidades tão frívolas, às vezes me censura a retórica. - O senhor insiste em afirmar que o espírito significa frivolidade. Mas ele não tem culpa de ser dualista por natureza. O dualismo, a antítese, e o princípio motor, o princípio passional, dialético e espirituoso. Ver o mundo dividido em dois campos adversários - isto é espírito. Todo monismo e fastidioso. Solet Aristoteles quaerere pugnam. - Aristóteles? Aristóteles transferiu a realidade das idéias gerais para dentro dos indivíduos. Isso e panteísmo. - Errado! Se o senhor concede caráter substancial aos indivíduos, se procura distanciar do geral a essência das coisas e dar a ela um lugar no fenômeno individual - como os bons aristotélicos Tomás e Boaventura - então dissolve toda união entre o mundo e a idéia suprema; ele ficara fora do divino, e Deus e transcendental. Isto, meu senhor, é Idade Média clássica. - Idade Média clássica! Acho deliciosa essa combinação de palavras.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Comprei este livro porque foi um best seller que ganhou o Premio Nobel.


 

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