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Viagens

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Viagens

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Alberto Farias  

Editora: Editora Pouchain Ramos

Assunto: Turismo

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 307

Ano de edição: 2018

Peso: 400 g

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Bom
Marcio Mafra
20/09/2020 às 19:38
Brasília - DF
Alberto Farias é daquelas pessoas de multiatividades. Confira na biografia. Escritor talentoso este é seu nono ou décimo livro. Viagens não é uma narração de viagens de turismo com descrição das praças, ruas, museus, templos, restaurantes, praias e locais de laser. É um livro que estabelece, divide ou classifica quase todos os tipos de viagem. Leitura gostosa, até pelo estilo irônico adotado. Viagem difícil de classificar, pra mim é a mais genial delas. Parabéns à criatividade do autor. Livro ótimo..

Marcio Mafra
20/09/2020 às 19:38
Brasília - DF
Em “Viagens” o autor narra sob um olhar sociológico e com fina ironia, os motivos que fazem as pessoas viajar.
Marcio Mafra
20/09/2020 às 19:38
Brasília - DF
Viagem difícil de classificar Aos vinte e três dias do mês de fevereiro do ano de 2016, desceu no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, em um voo proveniente de Punta Cava, na República Dominicana, um casal de marqueteiros chamados João Santana e sua esposa Mônica Moura. O distinto casal foi devidamente recepcionado pela Polícia Federal e, logo a seguir, reembarcado em um segundo voo, desta feita com destino ao aeroporto Afonso Pena, junto à capital do Paraná, Curitiba. Ali o referido casal foi entregue aos responsáveis judiciários pela operação "Lava Jato". A imprensa deu ampla cobertura aos dois pousos. Nós outros, meros observadores, distantes dos fatos no tempo e no espaço, ficamos indagando como classificar aquele tipo de viagem. Vejamos um pouco das razões da nossa curiosa dificuldade em classificar o mencionado evento. Ao que foi divulgado, o casal estava naquele país distante em pleno desempenho do seu trabalho habitual: maquiar uma propaganda eleitoral visando, no caso, a reeleição do mandatário daquela pequena nação latino-americana. Tenhamos em vista que a dupla de marqueteiros desfrutava de conceito auspicioso, uma vez que já conseguira retumbantes vitórias eleitorais, em especial no Brasil país com mais de cem milhões de eleitores. Sem dúvida, um currículo excepcional. É claro, a obtenção de sucessivas vitórias eleitorais credenciava a dupla para novos feitos. Façamos um breve retrospecto. O ex-presidente Lula, o homem mais honesto que o mundo já produziu (na sua própria avaliação) e a presidente que lhe sucedeu, Dilma Roussef, eleita a seguir devem considerável parcela dos seus êxitos eleitoreiros ao desempenho de João Santana e esposa. Por conta dessa realidade, e em virtude da importância do feito, é natural que a cotação dos dois marqueteiros estivesse em alta e que eles fossem procurados para desempenhar o seu ofício em outras terras. E foi o que aconteceu. No caso específico das campanhas realizadas no Brasil, restou apenas um pequeno engasgo: não se sabe, ao certo, a procedência da dinheirama que foi parar nas mãos habilidosas da dupla. Então, a justiça passou a desvendar o fato. Pois muito bem, o grupo político que esteve no governo do país por conta do êxito obtido em sucessivas eleições passadas, ficou em maus lençóis para explicar, entre outras coisas, a origem da tanta grana gasta no decorrer das campanhas realizadas. Assim provocado, o Ministério Público, através de uma vara, sediada em Curitiba, promoveu uma ação de nome sugestivo - "Lava Jato" - tomando a si o encargo de esclarecer as coisas e tirar a limpo uma série de ações que permaneciam um tanto nebulosas. Fundamentado em inequívocas evidências da prática de contravenção, o então juiz titular daquela vara promoveu sucessivas pesquisas nesse escorregadio terreno onde se implantou a corrupção. Isso, no propósito de arrancar, dos responsáveis mais diretos pelos desvios de conduta e de muito dinheiro, uma explicação (ou delação) esclarecedora. A Lava Jato pretendeu, e ainda pretende, botar o país no rumo de decência administrativa. Tarefa dificílima, tendo em vista o muito a fazer e o panorama cada vez mais conturbado que domina o ambiente, permanentemente mutante. Mas deixemos de lado as conjunturas jurídicas. O nosso propósito é tão somente esclarecer ou tipificar aquele modelo de viagem. Quanto a isso, e pesquisando dentro do critério que vimos adotando, confessamos que estamos diante de um modelo de viagem para o qual não fixamos, ainda, uma conceituação adequada" Eis porque aguardamos o surgimento de novas e confiáveis ocorrências que possam substanciar uma tipificação consistente. Primeiramente devemos considerar o fato de que o diligente casal se encontrava em outro país, distante por sinal, exercitando o seu costumeiro e natural trabalho profissional. De repente, se depara com a notícia, ou recebe o teor de uma carta precatória, decretando a sua prisão no Brasil. Diga-se, a bem da verdade que, sem mais delongas, o casal resolveu viajar de regresso ao Brasil, talvez até mesmo suspeitando que poderia dar com os costados nas grades de uma cadeia, assim que pisasse em solo brasileiro. Mesmo assim, apressou-se a viajar o mais breve possível. Na azáfama para cumprir a ordem judicial a pressa do casal foi tamanha que, sem mais explicação, esqueceram ambos de colocar nas suas malas os seus computadores de trabalho e bem assim os respectivos aparelhos celulares de sua comunicação pessoal. Se bem pensado, tais instrumentos não Ihes fariam falta, tendo em vista que não poderiam usá-Ios atrás das grades. Esse conjunto de ações é um dos pontos cruciais que torna mais difícil qualificar a imediata viagem que empreenderam. Por outro lado, sabe-se que a dupla é formada por gente passada na casca do alho, um casal calejado e profundo conhecedor dos meandros que deságuam nos porões oficiais. Então, comporta conjecturar: eles, especializados em achar subterfúgios de toda ordem para engazopar milhões e milhões de eleitores, facilmente encontrariam as palavras certas para conter as investidas de uns poucos juízes e jovens promotores de justiça. As coisas no Brasil quase nunca têm sequência lógica. Então, lá com os seus botões eles talvez tenham feito uma leitura otimista da situação. Enfim, nada que não fosse possível contornar com uma boa lábia. Outra variável pode ser levantada: o casal, no pressuposto da inocência viajou tranquilo, convicto de que tudo não passaria de lastimável equívoco da autoridade coatora. Numa terceira avaliação, o casal, consciente de que aquela seria a primeira suspeita que lhe pesava, tinha como certo safar-se sem grande desgaste. Apenas mais uma maçada comum nesse tipo de atividade. Numa quarta análise, o casal podia se julgar vítima de avaliações pouco consistentes ou apressadas, caso em que um bom diálogo seria bastante. Numa quinta dimensão, a dupla pode ter imaginado ainda que, sendo eles "marinheiros de longo curso" - como deve ser todo bom marqueteiro - eles teriam como engendrar uma defesa convincente, e não esquentariam o lugar. Numa sexta hipótese, e sem dúvida, não a última, eles entregariam a causa a uma boa banca de advogados e deixariam a coisa correr frouxa. (A propósito, advogado de corrupto nunca esteve tão em alta), E se ainda comportam outras hipóteses, em forma de delação e de outras artimanhas legais ou bastardas, todas elas devem ter sido contempladas com uma fria e curtida avaliação do distinto casal, que de tolos não têm nada. o que não cabe é admitir que uma gente que ensina aos seus clientes como vencer grandes imbróglios, não esteja preparada para enfrentar qualquer tipo de questionamento. Por outro lado, de pronto, fica evidente que o fato de subtraírem de sua bagagem os aparelhos cibernéticos indispensáveis ao seu trabalho, é significativo. Mesmo tendo em vista que deles não poderiam fazer uso no hotel sem estrelas que iriam ocupar por algum tempo. Contudo, a contraditória e imediata resolução do casal de entregar- se sem mais delongas protelatórias continua a merecer, da parte deste observador distante, uma interrogação curiosa. É evidente que a conceituação de uma turnê de regresso dessa natureza não é fácil de classificar. Talvez nem se possa catalogá-Ia como se coercitiva fosse, tendo em vista que, na prática, o casal antecipou-se a qualquer pedido vexatório de repatriamento.

Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
20/09/2020 às 19:38
Brasília - DF
No inicio de fevereiro de 2020 estive presente na reunião de trabalho que antecedia o 36º Congresso de Sindicatos Patronais, em Salvador, Bahia. A esta reunião compareceram os Presidentes e Executivos de quase todos os sindicatos do Brasil. Um dos representantes do Sindicato de Fortaleza, Alberto Farias, distribuiu aos presentes este “Viagens”.

 

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