carregando

Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

 

Quarup

Para usar as funcionalidades você precisa estar logado(a). Clique aqui para logar
Erro ao processar sua requisição, tente novamente em alguns minutos.
Quarup

Livro Ótimo - 1 comentário

  • Leram
    2
  • Vão ler
    3
  • Abandonaram
    0
  • Recomendam
    0

Autor: Antônio Callado  

Editora: Civilização Brasileira

Assunto: Romance

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 496

Ano de edição: 1978

Peso: 555 g

Avalie e comente
  • lido
  • lendo
  • re-lendo
  • recomendar

 

Ótimo
Marcio Mafra
30/09/2005 às 09:36
Brasília - DF

Quarup é um livro que mais parece uma grande Saga Familiar, narrando a história de Nando, um herói nordestino que começa como padre jesuíta, depois passa às aventuras amorosas com diversas mulheres, vivendo o clima político de sua época: Getúlio, Jango, militares, torturas, índios, sexo, idealismo, comunidades eclesiais de base, cuja saga termina durante uma solenidade do Quarup. Momentos da política brasileira são muito bem relatados na trama, desde a queda de Goulart até o golpe militar dos militares em 1964 e a conseqüente repressão aos militantes da esquerda. É um livro muito bom, considerado o melhor do imortal Antônio Callado, que o escreveu em 1967.Vale tanto quanto pesa.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Nando, um padre nordestino, que se apaixona por Francisca e dorme com Winifrid e que vai para o Xingu e, depois....

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Quando Januário saiu Nando disse: - Vamos tomar uma xícara de café lá em casa. - Não tem ninguém te esperando? - disse Francisca. Nando não respondeu. Apenas apertou a mão de Francisca, que tomara seu braço. Sempre que acabavam um dia de trabalho e tinham tempo para andarem juntos, ou irem ate a casinha de Nando, antes de partir Francisca para sua própria casa, sabiam perfeitamente em que pensavam, sabiam o que é que rememoravam. Tinham ficado no Posto Capitão Vasconcelos o tempo suficiente para que Vilaverde construísse um lazareto em que se abrigariam os cren-acárore para serem tratados sem contaminar os demais índios. Tinham depois tornado o avião do Correio Aéreo para o Rio, onde Francisca levaria ao Museu os objetos colecionados, os desenhos. Em seguida, sem nada precisarem dizer, tinham ido para um hotel modesto mas que aos dois ofereceu os singelos emblemas do amor numa cidade: um leito por trás de uma porta com chave, um banheiro abrindo para o quarto. Foi tudo que viram do Rio nos quatro dias que ali viveram a pão e queijo, vinho e frios, latas e latas de suco de tomate. E principalmente um do outro, um no outro. Levaram horas antes de descobrir com encanto que da janela via-se o mar por cima dos telhados e levaram dois dias para notar na parede cartazes de antigas exposições de pintura. Aprendiam-se de cor, na cama, debaixo do chuveiro, aos acasos de um sofá carmesim e de uma poltrona. E sem qualquer cuidado de generalizar ciência tão personalizada sentiam que de uma tempestade como aquela trancada entre quatro paredes vários sois podiam nascer e maduras colheitas para a comunidade. No momento, aliás, Nando não sabia. Mas fez uma safra de imagens de Francisca que lhe deu silos e silos de grãos de ouro durante uma seca que não podia prever naquele quarto de hotel cujas paredes alvas eram o côncavo de pedra que guardava no fundo, como uma lagoa, Francisca.


Nenhuma informação foi cadastrada até o momento.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Em outubro de 2004, iniciamos uma busca no HD de nossa memória, dos melhores livros que já lemos e que - por motivos diversos - não se encontram em nossas prateleiras. Sabe-se que o principal e mais importante motivo do desaparecimento de livro é - simplesmente porque é bom. Ninguém pede emprestado livro ruim. Livro bom some logo, tanto por empréstimo como por esquecimento. Assim iniciamos visitas "virtuais" aos sebos onde os "desaparecidos" podem ser comprados por módicos reais. Num desses passeios foi recuperado o incomparável Quarup do Antônio Callado.


 

Receber nossos informativos

Siga-nos:

Baixe nosso aplicativo

Livronautas
Copyright © 2011-2020
Todos os direitos reservados.