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Em Nome de Deus

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Em Nome de Deus

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Karen Armstrong  

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Fundamentalismo

Traduzido por: Hildegard Feist

Páginas: 490

Ano de edição: 2001

Peso: 785 g

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Bom
Marcio Mafra
30/09/2005 às 11:11
Brasília - DF

A autora procura mostrar as três religiões fundamentalistas pelo lado do avesso e garante que as três misturam os mitos, as formas e os dogmas. Enquanto os europeus estudam informática, matemática, ciências políticas, econômicas e sociais, ecossistemas e cidadania, no Irã, se discute a ascensão do Profeta aos céus. Os muçulmanos, tanto no Irã como no Egito abominam as coisas comuns da vida ocidental e denominam o que não lhes é conveniente de pernicioso, agressivo e pecaminoso aos olhos do Profeta. Cristãos e judeus precisam dos rituais de suas fé para conseguir viver em tênue equilibrio emocional. Não é leitura que flui. Talvez pela tradução que não é um primor. Mas é inelegível. É um bom livro, embora tenha cara de leitura dogmática.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

O ponto de vista de uma ex-freira, na análise do movimento fundamentalista que se desenvolveu nas três religiões monoteístas: judaísmo, cristianismo e islamismo.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Moses Mendelssohn (1729-86), o criador do Haskalah, nasceu em Dessau, Alemanha, filho de um estudioso da Torá. Aos catorze anos de idade, acompanhou seu professor predileto até Berlim, onde se apaixonou pelas disciplinas seculares modernas e, com espantosa rapidez, aprendeu a dominar vários idiomas - alemão, francês, inglês, latim -, bem como matemática e filosofia. Ansiava por participar do Iluminismo alemão, tornou - se amigo pessoal de Kant e dedicava ao estudo todo o seu tempo livre. Em 1767 publicou seu primeiro livro, Fédon (1767), uma tentativa de provar racionalmente a imortalidade da alma, sem nenhuma referência específica ao judaísmo. Entretanto se viu obrigado a defender sua religião quando se deparou com a hostilidade do Iluminismo em relação à fé judaica. Em 1769 o pastor suíço Johan Casper Lavater desafiou-o a defender o judaísmo publicamente; se não conseguisse refutar as provas racionais do cristianismo, teria de aceitar o batismo. Mendelssohn também se aborreceu com o preconceito anti-semita demonstrado pelo funcionário prussiano Christian Wilhelm van Dohm no panfleto Sobre o aperfeiçoamento cívico da condição dos judeus (1781). Para ser eficiente e competitiva no mundo moderno, dizia van Dohm, uma nação tinha de mobilizar o talento do maior número possível de cidadãos; assim, fazia sentido emancipar os judeus e integrá-los mais plenamente na sociedade, porém sem lhes conceder cidadania nem acesso a cargos públicos. O texto baseava-se na premissa de que os judeus eram abomináveis e praticavam uma religião primitiva. Mendelssohn se sentiu na obrigação de reagir e em 1783 publicou Jerusalém, sobre autoridade religiosa e judaísmo. O Iluminismo alemão não era contrário à religião, e o próprio Mendelssohn aparentemente partilhava o sereno deísmo de Locke (embora seja difícil reconhecê-lo como judaísmo). A seu ver a existência de um Deus benevolente é uma questão de bom senso, mas a razão deve preceder a fé. Só podemos aceitar a autoridade da Bíblia depois de demonstrar sua verdade racionalmente. Tais idéias invertiam completamente as prioridades da fé tradicional e conservadora, segundo a qual a razão não poderia demonstrar a verdade do tipo de mito encontrado nas Escrituras. Mendelssohn também defendia a separação entre Igreja e Estado e a privatização da religião - uma solução muito atraente para aqueles que ansiavam por transpor os limites do gueto e abraçar a cultura européia. Fazendo de sua fé uma questão estritamente pessoal, poderiam continuar sendo judeus e tornar-se bons europeus. Mendelssohn afirmava que o judaísmo é uma fé racional, eminentemente adequada ao espírito da época, com doutrinas baseadas na razão. Quando se revelou a Moisés, no monte Sinai, Deus transmitiu ao povo judaico uma lei, não um conjunto de doutrinas. Assim, o judaísmo se restringe a moralidade e comportamento, deixando livre a mente dos fiéis. Parece que Mendelssohn não entendeu bem o elemento místico e mítico de sua religião; ele inaugurou a série de numerosas tentativas de tornar o judaísmo aceitável para o mundo moderno, encaixando-o, à força, num molde racionalista que lhe era estranho - como era estranho à maioria das religiões. Naturalmente Mendelssohn escandalizou os hassídicos e os Misnagdim da Europa oriental, bem como os judeus mais ortodoxos do Ocidente. Viu-se repudiado como um novo Spinoza, um herege que renegara sua fé e se bandeara para os gentios. Provavelmente sofreu com isso; embora achasse o judaísmo tradicional em larga medida inacreditável e estranho, não queria abandonar o Deus de Israel e sua identidade judaica. Tinha, porém, um número significativo de discípulos. Desde o caso de Shabbetai Zevi muitos judeus ansiavam por libertar-se das restações do judaísmo tradicional. Mendelssohn lhes mostrou um caminho: misturar-se com os gentios, estudar as novas ciências e preservar a religião em sua privacidade. Ele foi um dos primeiros a conceber um meio de sair do gueto e entrar na Europa moderna sem rejeitar seu povo e sua herança cultural. Além de participar da vida intelectual do Iluminismo, alguns desses Maskilim ("esclarecidos") passaram a estudar sua herança de um ponto de vista mais secular. Alguns, como veremos, dedicaram-se a uma análise moderna, científica, da história judaica; outros trataram de aprender hebraico e começaram a elaborar uma nova literatura hebraica, secularizando essa língua sagrada que os ortodoxos reservavam à oração e às obras de devoção. Estavam tentando encontrar um modo moderno de ser judeus, tentando despojar-se do que consideravam superstições do passado, tentando tornar o judaísmo aceitável para a sociedade esclarecida. Entretanto sua integração à cultura dominante esbarrava em certos obstácu10s: os judeus não tinham o reconhecimento legal do Estado, não podiam atuar na vida política e oficialmente ainda eram uma raça à parte. Apesar disso os Maskilim acalentavam grandes esperanças em relação ao Iluminismo. Observavam que, após a Revolução Americana, a Constituição secular dos Estados Unidos concedeu cidadania aos judeus. Quando Napoleão Bonaparte, um governante imbuído do espírito iluminista, assumiu o poder na França e deu início à construção de um vasto império, os judeus vislumbraram a possibilidade de, após séculos de perseguição, finalmente ser tratados como iguais e respeitados também na Europa


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Estava à cata de Deus um Delírio. Errei na mão e acabei trazendo o Em Nome de Deus.


 

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