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Judas

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Judas

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Amós OZ  

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Romance

Traduzido por: Paulo Geiger

Páginas: 362

Ano de edição: 2014

Peso: 750 g

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Ótimo
Marcio Mafra
29/07/2021 às 21:08
Brasília - DF
Judas, pela mão do talentoso Amós Oz, discorre sobre o perdão, a reconciliação e a estupidez da infindável guerra entre palestinos e judeus.
História mesclada de conflitos existenciais e sobre o amor.
Amor e sensualidade característica que emerge na personagem Atalia Abravanel, moradora da mesma casa em que Samuel passou a viver.
Atalia é protegida do velho culto Gershom Wald.
A tese do doutorado, que Samuel voltou a trabalhar nela, tomou o rumo do histórico ícone da traição e da maldade: Judas Iscariote.
Livro ótimo. Final inesperado.

Marcio Mafra
29/07/2021 às 21:08
Brasília - DF
A história de Samuel Ash, cuja vida está numa fase muito desconfortável. Eis que a namorada abandona-o e os seus pais faliram financeiramente. Samuel interrompe sua tese de doutorado - um tratado sobre a figura de Jesus aos olhos dos judeus – e sai a procura de moradia e de trabalho para se sustentar. No desespero ele acha um emprego numa casa muito antiga em Jerusalém. Era uma casa de pedra. Para trabalhar se sujeitou a servir de interlocutor do seu próprio locatário, um velho muito culto chamado Gershom Wald. Samuel ocupou uma água-furtada aos fundos da casa antiga. O empregador Sr. Gershom tinha uma assistente, mulher bonita e sensual. Ali naquela casa de pedra Samuel consegue retomar sua tese de doutorado e tocar o início de sua “nova” vida.
Marcio Mafra
29/07/2021 às 21:08
Brasília - DF
Após o café, Shmuel demorava-se um pouco para borrifar um pouco de talco de bebê perfumado na barba e no cabelo encaracolado - em seus cachos desgrenhados pareciam surgir cãs prematuras — e descia pela escada em Caracol que levava de sua água-furtada para a cozinha. Cuidava de não fazer barulho, para não perturbar perturbar Guerhson Wald em seu sono de antes do meio-dia. E mesmo assim, sem qualquer contradição, lançava à sua frente quatro ou cinco tossidelas forçadas, na incansável esperança de com elas fazer com que Atalia talvez se dignasse a sair do quarto em sua honra para vir resplandecer por alguns instantes na cozinha. Na maioria das vezes ela não estava lá, embora lhe parecesse que suas narinas captavam um tênue aroma de seu perfume de violetas. De novo era atacado de sua tristeza matinal, e dessa vez essa tristeza não se traduzia em alegria pela própria existência da tristeza, mas passava a ser um arranhar que anunciava um ronco de asma, e ele se apressava a inalar duas vezes profundamente o inalador que sempre levava no bolso. Depois abria a geladeira e ficava olhando para dentro durante três ou quatro minutos sem ter a menor noção do que estava buscando. A cozinha estava sempre arrumada e limpa, a xícara e o prato dela lavados virados de boca para baixo no escorredor, o pão dela embrulhado em papel ñno dentro da caixa dos pães, nem uma só migalha na toalha de encerado; só uma cadeira um pouquinho afastada da mesa e inclinada num pequeno ângulo em relação à parede, como se a tivesse deixado às pressas. Teria saído de casa? Ou estava mais uma vez fechada, silenciosa, em seu quarto? Por vezes não conseguia refrear sua curiosidade e se esgueirava da cozinha para o corredor, aguçando o ouvido diante da porta do quarto dela. Nenhum som se ouvia lá dentro, mas após alguns instantes de escuta concentrada lhe parecia ter captado, do outro lado da porta fechada, uma espécie de zumbido ou murmúrio baixo, um murmúrio monocórdio e constante. Ele tentava esboçar na imaginação o que haveria nesse quarto, para o qual nunca fora convidado e cujo interior jamais conseguira vislumbrar nem de passagem, embora já tivesse ficado algumas vezes de emboscada no corredor, esperando a porta se abrir. Após um ou dois minutos já não tinha como saber se o murmúrio ou zumbido vinha realmente da porta, ou ocorria, todo ele, apenas em sua cabeça. Ficou quase tentado a experimentar silenciosamente a maçaneta. Mas conteve-se e voltou para a cozinha, as narinas palpitando como as de um cachorrinho em busca de um eco longínquo de algum farejar. Tornou a abrir a geladeira, e dessa vez achou um pepino, que comeu com casca e tudo. Ficou cerca de dez minutos à mesa da cozinha olhando as manchetes do jornal Duvar: o novo governo tomará posse dentro de dois ou três dias. Sua composição ainda não estava clara. O líder da oposição, Begin, declarou que não havia solução para a questão dos refugiados dentro das fronteiras do Estado de Israel, mas que há para ela uma solução positiva e verdadeira em Eretz Israel, quando todo o país voltar a ficar unido. E o prefeito da cidade de Safed escapara da morte, quando seu carro despencou num abismo à margem da estrada. São esperadas mais chuvas em todo o país, e em ]erusalém pode nevar um pouco.

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Marcio Mafra
29/07/2021 às 21:08
Brasília - DF
Vezes há que acontece comigo o seguinte: Pego um livro na prateleira dos “aguardando leitura”, abro na primeira página e inicio a leitura sem sequer olhar as orelhas, capa, autor etc. Se a história é boa então o livro é bom. Daí “devoro” o livro, no máximo em três dias. Ao final, registro o livro na Livronautas, não sem antes consultar minhas anotações para saber onde, quando e porque comprei aquele livro. No caso do livro “Judas de Amós Oz” não achei as anotações. Sequer imagino quando o comprei. Portanto não tenho nada a historiar sobre este livro. Foi mal.

 

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