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Ney Matogrosso - A Biografia

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Ney Matogrosso - A Biografia

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Autor: Julio Maria  

Editora: Companhia das Letras

Assunto: Biografia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 483

Ano de edição: 2021

Peso: 1.100 g

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Ótimo
Marcio Mafra
02/09/2021 às 18:39
Brasília - DF
Ney de Souza Pereira, mais conhecido como Ney Matogrosso, é um cantor, compositor, dançarino e ator. Ex-integrante do grupo “Secos & Molhados”, foi o artista que mais sobressaiu do grupo após iniciar sua carreira solo. Caetano Veloso diz (na orelha do livro) que a biografia é leitura emocionante, que Ney é pessoa que desafiou a linha de demarcação de gênero e se mostrou impressionantemente desencanado, franco, calmo e claro. Seus discos venderam às centenas de milhares. A biografia de quase 500 páginas é interessante, porém muito detalhista. O autor menciona em cada um dos 25 capítulos dezenas – senão – centenas de personagens. Leitores de fora do meio artístico, como eu, desconhecem a maioria deles. Em compensação leitores chegados certamente se emocionarão como o baiano Caê. Embora o detalhismo não empane o brilho tanto do autor, como do biografado. Ney Matogrosso, aos 80 anos de idade continua brilhante. Livro ótimo.

Marcio Mafra
02/09/2021 às 18:39
Brasília - DF
Biografia do artista, cantor, compositor Ney Matogrosso, editada aos 80 anos de idade (nasceu em 1941). Sua carreira artística é sucesso desde o lançamento do grupo “Secos & Molhados” em 1973.
Marcio Mafra
02/09/2021 às 18:39
Brasília - DF
Depois de três semanas no Rio, concluídas com um show para 15 mil pessoas no Maracanãzinho que o Jornal do Brasil descreveu como “um transe coletivo”, Ney chegou pesando 51 quilos para a temporada de São Paulo, no Palácio das Convenções do Anhembi. Seu peso médio era sessenta, mas nem a água dos quatro cocos que tomava por dia, as três colheres de mel e as quatro pílulas importadas dos Estados Unidos, uma delas à base de alfafa, conseguiam repor as perdas do palco e de fora dele. Uma insaciável busca da mídia por entrevistas e participações em programas o levou a lugares que projetaram ainda mais sua figura. _ No dia 26 de julho, gravou para a Globo, no Teatro Fênix, a Séríe Grandes Nomes, um musical produzido por Daniel Filho, para uma plateia de atores e atrizes estrelados da emissora que rendia na grade de entretenimento uma das maiores audiências da casa. Ney aparecia em grande forma vocal e física, dono da cena e com uma consciência de palco que fazia a plateia de famosos morder os lábios. A base seria o show do Canecão com algumas adaptações e, conforme perceberia só no final, muitos cortes. A Globo pediu a inclusão, como convidada, da atriz Marília Pêra, que chegou de Carmen Miranda cor-de-rosa para cantar marchas “Tai” e “Eu dei" depois de Ney apresenta-la como “uma das pessoas que tem mais coragem de viver que eu conheço”. Uma coragem que ele não viu dos produtores quando assistiu ao programa. Afinal, onde estava o momento em que havia cantado “Vida, vida” deitado de costas coladas com um dos bailarinos que usava só um tapa sexo? Onde estava a parte em que cantava com outros dois dançarinos também seminus, que tiravam seu figurino até deixa-lo como eles? E onde estavam os mesmos bailarinos que não apareceram na edição final acendendo sua cigarrilha antes que ele cantasse “Bandido corazón"? Ney sentiu-se censurado por talvez ter esquecido de que, apesar de uma aparente alforria promovida por censores que não souberam o que fazer com “Homem com H” ainda era 1981 e a reabertura anunciada pelo presidente João Batista Figueiredo não passava de uma promessa. Uma semana antes da estreia em São Paulo, outra aparição na TV provocou surpresa em quem pensava que Ney acordava, tomava Café e saía de casa para passar o dia nas ruas vestido de sunga e com uma pena de pavão-do-congo colada à testa. O programa de entrevistas Canal Livre não deixava de ser uma espécie de complemento ao que havia mostrado o Grandes Nomes. Depois de só cantar na Globo, ele teria tempo e espaço para falar na Bandeirantes, sem maquiagem nem figurino e diante dos entrevistadores Caetano Veloso, O psicanalista Eduardo Mascarenhas, a escritora Margarida Autran, 0 publicitário Washington Olivetto e o cineasta Neville d’Almeida. Ney, pela primeira vez, aparecia numa emissora de TV falando de si e do mundo que percebia a sua volta com mais profundidade. Mais de uma hora de programa em que, entre muitas reflexões, revelava a Caetano que vê-lo naquela tarde em Brasília, vestido com roupas cor—de-rosa dos pés à cabeça saindo de um hotel com Gil, o fez ter certeza do que nqueria para sua vida. Mas Ney estava nervoso e disse mais do que devia a Caetano, numa espécie de atropelo de ideias. Ao falar de censuras, afirmou que fez pelo país o que Caetano havia tentado fazer. O “tentado” pegou mal e Caetano, um tanto indignado, sorriu tenso como se Ney não soubesse o que dizia. ‛Tentado’ é ótimo disse o baiano, preso e exilado nos piores momentos da ditadura. O entrevistado procurou justificar-se, mas não houve jeito. Apesar de saber que ia longe em suas afrontas ao sistema, não queria deixar a impressão de não reconhecer o que Caetano realizara e o quanto pagara com a própria liberdade por suas maiores realizações. As vendas do disco subiam a esferas mais altas depois dos números tímidos de Seu tipo e Sujeito estranho. Da marca de 205 mil cópias, elas voavam para 620 mil com Homem com H. De São Paulo, onde a temporada seria prorrogada por força dos ingressos esgotados para todas as sessões, o show migraria para Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Fortaleza até chegar ao Recife com cuidados contratuais inéditos para os padrões de Ney: um esquema planejado com seis seguranças, camarim com espelho rodeado por luzes, trinta garrafas de Coca-Cola, trinta de água mineral e, para os trajetos, um Ford Galaxie com ar-­condicionado, uma sala de estar sobre rodas.

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Marcio Mafra
02/09/2021 às 18:39
Brasília - DF
Livronautas não poderia deixar de acrescentar ao seu acervo uma biografia de Ney Matogrosso. Comprei no lançamento em 10/8/2021

 

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