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O Conto da Aia

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O Conto da Aia

Livro Excelente - 1 comentário

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Autor: Margaret Atwood  

Editora: Rocco

Assunto: Romance

Traduzido por: Ana Deiró

Páginas: 382

Ano de edição: 2021

Peso: 520 g

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Excelente
Marcio Mafra
13/09/2021 às 20:54
Brasília - DF
“Conto da Aia” é uma história de regime político chamado totalitarismo, a exemplo do que apareceu em alguns países europeus no século XX. Exemplos dos maiores totalitarismos foram: o “stalinismo” na antiga União Soviética, o “hitlerismo” na Alemanha e o “facismo” na Itália. A autora Margaret Atwood criou um relato de uma nação fictícia de nome Gilead, onde conta os dramas vividos pelos seus cidadãos, principalmente das mulheres Serena Joy, Ofglen, Moira, Tia Lydia, bem como as transgressões de alguns desses personagens como o Professor Peixoto e Luke. Todas as mulheres eram submissas aos comandantes. Claro que não havia tribunais, nem advogados, réus ou liberdade, pois os transgressores de coisas banais eram simplesmente fuzilados ou enforcados e seus corpos expostos num muro para servirem de exemplos. As aias eram escolhidas para procriação. Ainda assim tinham mais sorte que as não-mulheres, as que não podiam ter filhos. Mulheres homossexuais ou feministas eram condenadas a trabalhos forçados em lugares onde a quantidade de radiação nuclear era mortal. Uma história de absurdos, que faz o leitor refletir sobre o poder, a política, a liberdade, a religião, os direitos e as obrigações civis. Excelente.

Marcio Mafra
13/09/2021 às 20:54
Brasília - DF
O Conto da Aia é a história de Gilead, um país de regime político e social completamente totalitário, onde todos os cidadãos - homens e mulheres - são subjugados. Eles têm suas personalidades anuladas, vivendo sob regras que lhes são impostas sem qualquer liberdade pessoal. As mulheres são as maiores vítimas da opressão.
Marcio Mafra
13/09/2021 às 20:54
Brasília - DF
Esta noite farei minhas orações. Não mais ajoelhada ao pé da cama, os joelhos no chão duro de madeira do ginásio, com Tia Elizabeth postada diante das portas duplas, de braços cruzados, o aguilhão de gado suspenso em seu cinto,enquanto Tia Lydia caminha em passadas largas ao longo das fileiras de mulheres de camisola ajoelhadas, batendo em nossas costas ou pés ou nádegas ou braços de leve, apenas um peteleco, uma pancadinha, com sua vareta de madeira, se curvarmos ou afrouxarmos a postura. Ela queria nossas cabeças inclinadas exatamente da maneira certa, os dedos dos pés unidos e em ponta, os cotovelos no ângulo correto, Parte de seu interesse nisso era estético: ela gostava da visão da cena. Queria que parecêssemos algo anglo—saxão, esculpido num túmulo, ou anjos de um cartão de Natal, uniformizadas em nossos trajes de pureza. Mas conhecia também o valor espiritual da rigidez corporal,do esforço muscular: um pouquinho de dor limpa a mente, dizia. Aquilo por que orávamos era pelo vazio, de modo que pudéssemos ser preenchidas: com graça, com amor, com abnegação, sêmen e bebês. Ó Deus, Rei do universo, obrigada por não me ter criado homem. Ó Deus, oblitera-­me. Torna-me fecunda, mortifica a minha carne; para que eu possa ser multiplicada. Permite-me ser preenchida. Algumas delas deixavam-se arrebatar com isso. O êxtase da degradação. Algumas gemiam e choravam. Não há sentido em chamar atenção para si mesma, Janine, dizia Tia Lydia.

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Marcio Mafra
13/09/2021 às 20:54
Brasília - DF
Emilia Saenger me presenteou “O Conto da Aia” quando retornou a primeira vez de Genebra em agosto de 2021.

 

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