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O Testamento

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O Testamento

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: John Grisham  

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: Aulyde Soares Rodrigues

Páginas: 438

Ano de edição: 1999

Peso: 510 g

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Bom
Marcio Mafra
11/09/2005 às 14:53
Brasília - DF

O autor é um craque em romances cujo pano de fundo é a justiça. Em 1999, dois anos depois de escrever o Sócio, John Grishan "andou" com o personagem principal "passeando" pela fronteira, meio promíscua, do Brasil e Paraguai, nas cidades de Ponta Porã e Pedro Juan Cabalero. O Testamento utiliza a mesma receita, como se fora um bolo: a mesma identidade, a mesma narrativa envolvendo justiça, fortuna, moralismo, bons costumes, preconceitos e advogados brilhantes. É uma historinha na qual herdeiros da inimaginável fortuna de 11 bilhões de dólares, grosseiramente 33 trilhões de reais, ficam à mercê de Rachel Lane, uma inocentinha missionária religiosa, que vive no Pantanal do Mato Grosso. É demais. É insulto à inteligência do mais incauto, distraído ou desavisado leitor. Só mesmo quem vendeu 100 milhões de livros - se é que se pode confiar neste numero como uma informação verídica - pode se dar ao luxo de fazer um piada dessa natureza. Aplausos para o autor. Azar do leitor que gasta dinheiro para comprar livro, baseado num canto de seria. No encanto de John Grisham, com uma historinha da carochinha intitulada O Testamento. Mais do que nunca é verdadeira a frase do Millor Fernandes: Os estrangeiros, porém, todos escrevem best-sellers que vendem bastante e fracassos totais que vendem ainda mais.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Troy Phelan era um milonário que bolou um grande plano de 11 bilhões de dólares, para favorecer os seus herdeiros. Essa dinheirama passa até pelo pantanal matogrossense, no Brasil, pelas mãos de uma inocente freira missionária, a irmã Rachel Lane.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Os índios eram guatós, antigos habitantes do local, que viviam como seus ancestrais e preferiam não ter contato com estranhos. Cultivavam pequenas hortas, pescavam no rio e caçavam com arco e flecha. Evidentemente era um povo determinado. Depois de uma hora, Jevy sentiu cheiro de fumaça. Subiu numa árvore ao lado do bote e de doze metros de altura viu os telhados das cabanas. Chamou Nate para ver. Há quarenta anos Nate não subia em uma árvore, mas naquele momento não tinha nada mais para fazer. Subiu com mais dificuldade do que Jevy e finalmente parou para descansar num galho frágil, com um dos braços em volta do tronco. Podiam ver o telhado de quatro cabanas - palha grossa em camadas regulares. A fumaça azul subia entre duas cabanas, de um lugar que não podiam ver. Estaria perto de Rachel Lane? Ela estava lá agora, ouvindo seu povo e resolvendo o que ia fazer? Mandaria um guerreiro para levá-los à aldeia, ou simplesmente sairia da floresta e diria olá? - É uma aldeia pequena - Nate disse, procurando não se mover. - Pode haver outras choupanas. - O que acha que eles estão fazendo? - Falando. Apenas falando. - Detesto falar nisso, mas precisamos fazer alguma coisa. Deixamos o barco há oito horas e meia. Eu gostaria de ver Welly antes do anoitecer. - Sem problema. Voltaremos com a corrente. Além disso, sei o caminho. Vai ser muito mais rápido. - Você não está preocupado? Jevy balançou a cabeça como se descer o Cabixa à noite não fosse problema. Mas era para Nate. Temia especialmente os dois lagos grandes que tinham encontrado, cada um com vários afluentes, todos iguais à luz do dia. Seu plano consistia em dizer olá para a srta. Lane, contar a história, explicar o procedimento legal necessário, mostrar os documentos, responder às perguntas básicas, conseguir a assinatura, agradecer e terminar o encontro o mais depressa possível. Estava preocupado com a hora, com o motor e com a viagem de volta ao Santa Loura. Provavelmente ela ia querer conversar, ou talvez não. Talvez não dissesse quase nada, a não ser pedir que fossem embora para nunca mais voltar. Outra vez em terra, Nate estava se preparando para um cochilo no bote quando Jevy viu os índios. Ele disse alguma coisa e apontou. Nate olhou para a floresta. Eles se aproximaram lentamente do rio, em fila atrás do líder, o mais velho guató que já tinham visto. Era atarracado, barrigudo e segurava uma espécie de cajado que não parecia agudo ou perigoso. Tinha belas penas na ponta e Nate supôs que fosse uma lança cerimonial. O cacique examinou rapidamente os dois intrusos e começou a falar com Jevy. - Por que estão aqui? - ele perguntou em português. Não parecia amistoso e nem agressivo. Nate olhou para a lança. - Estamos procurando uma missionária americana - Jevy explicou. - De onde você é? - o cacique perguntou, olhando para Nate. - De Corumbá. - E ele? - Todos olharam para Nate. - Ele é americano. Precisa encontrar a mulher. - Por que ele precisa encontrar a mulher? Era o primeiro sinal de que os índios podiam conhecer Rachel Lane. Será que ela estava escondida em algum lugar, na aldeia, ou talvez na floresta, ouvindo a conversa? Numa longa narrativa, Jevy explicou que Nate tinha percorrido grandes distâncias e quase perdeu a vida. Era um assunto importante entre os americanos, nada que ele, Jevy, ou os índios podiam compreender. - Ela corre perigo? - Não. Nenhum. - Ela não está aqui. - Ele disse que ela não está aqui - Jevy traduziu para Nate. - Diga que ele é um grande mentiroso - Nate disse, com voz suave. - Acho melhor não dizer. - Já viu alguma missionária por aqui? - Jevy perguntou. O cacique balançou a cabeça. -Não. - Já ouviu falar de alguma? A resposta não foi imediata. O cacique entrecerrou os olhos e examinou Jevy com se estivesse perguntando, posso confiar neste homem? Então inclinou levemente a cabeça dizendo que sim. - Onde ela está? - Jevy perguntou. - Com outra tribo. - Onde? Ele disse que não tinha certeza, mas começou a apontar assim mesmo. - Em algum lugar ao norte e a oeste - ele disse, balançando a lança na direção do Pantanal. - Guató? - Jevy perguntou. O índio franziu a testa e balançou a cabeça, como se ela vivesse entre gente indesejável. - Ipicas - ele disse, com desprezo. - A que distância daqui? - Um dia. Jevy tentou fazer com que ele fosse mais preciso, mas logo compreendeu que as horas nada significavam para os índios. Um dia não significava vinte e quatro horas nem doze horas. Era simplesmente um dia. Ele tentou a noção de meio dia e começou a fazer progresso.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

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