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Pra Vida Toda Valer a Pena Viver

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Pra Vida Toda Valer a Pena Viver

Livro Bom - 2 comentários

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Autor: Ana Claudia Quintana Arantes  

Editora: Sextante

Assunto: Auto Ajuda

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 157

Ano de edição: 2021

Peso: 210 g

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Ótimo
F. Mafra
28/12/2021 às 19:27
Brasília - DF
Terceiro livro escrito pela médica paliativista, Dra. Ana Claudia Quintana, que narra com maestria, em menos de 200 folhas, a arte de envelhecer bem.
Dra. Ana começa o livro fazendo uma sensacional comparação entre a vida, o envelhecimento e o deserto, ela conta também experiências únicas que viveu e ainda vive em sua profissão, narra como as pessoas, todos nós, na verdade, não gostamos e não aceitamos falar de morte, quando este é o único evento futuro e certo que vai acontecer com cada um de nós, já que só não envelhece quem já morreu. Ela desvenda os nossos pensamentos mais íntimos, os nossos medos, as nossas fraquezas, mas nos dá um conforto tão grande, ensinando e mostrando como devemos lidar com tais situações, inevitáveis, previstas e previsíveis, que acalma o coração e nos deixa pensar em como queremos viver. É um livro de se ler pausadamente! Eu chorei e eu sorri e as importantes emoções que vivi...
“(...) Aqui, nessa nova obra, sou tão caminhante quanto você que lê estas linhas. Já sabemos que nos espera um fim comum. E esse fim pode ser preenchido com a Kalotanásia, a morte bela, que podemos chamar carinhosamente de “final feliz”. Mas o que quer discutir nesse livro é: O que faremos com o nosso tempo de vida até que a morte nos leve? Como autora, chegou o momento de não mais escrever sobre o ‘final feliz’. Quero jogar luzes sobre o ‘durante feliz’”.
Vale demais a leitura.

Bom
Marcio Mafra
28/12/2021 às 19:09
Brasília - DF
“Pra Vida Toda Valer a Pena Viver" é muito bem escrito por uma médica geriatra e paliativista. O livro trata de como bem envelhecer para quando sobrevier sua morte, você não esteja infeliz. No caso a infelicidade é a saúde frágil, a dependência de outras pessoas para sua locomoção, para sentar-se, levantar, tomar decisões, praticar o lazer, dormir, tomar medicamentos, comer e mais um monte de outras inconveniências. Morrer dormindo é o desejo de quase toda a gente. Mas essa condição é muito rara. A autora diz que a maioria das pessoas morre de problemas circulatórios, câncer ou AVC, sem considerar a praga do momento: COVID.
Parece um capricho desnecessário porque qualquer um que tenha nascido morrerá.
E pouco importa que não tenha aprendido como envelhecer para bem morrer.
Aprender a viver parece muito mais importante, útil ou necessário.
Aprender a envelhecer para bem morrer parece - à primeira vista - coisa desnecessária.
Ainda assim o livro é fácil de ler, está bem construído e pode até servir como autoajuda.
O sub titulo diz: Pequeno manual para envelhecer com alegria.
Esta ultima frase tem concordância unânime de qualquer leitor

Marcio Mafra
28/12/2021 às 19:09
Brasília - DF
"Pra Vida Toda Valer a Pena Viver" conta o que fazer com o nosso tempo de vida até que a nossa morte aconteça? A autora, médica paulista, Dra. Ana Claudia Quintana ensina como.
Marcio Mafra
28/12/2021 às 19:09
Brasília - DF
ABRAÇAR A TRISTEZA Somos reservatórios de emoções, e eu poderia escrever tratados sobre como cada uma delas intervirá no nosso envelhecimento. Mas escolhi uma, que nos cutucará mais vezes na velhice, porém também nos protegerá em algumas situações. Falo da tristeza. Vou explicar por que você não deve desprezá-la. Para começar, porque não adianta: a tristeza chega na nossa vida sem pedir licença. Nem tente impedir. Ela simplesmente vem. O psicólogo americano Paul Ekman, uma sumidade no estudo das emoções, definiu seis delas como básicas no ser humano: alegria, tristeza, medo, raiva, surpresa e nojo. Destas, tristeza é a única que promoveu conexão entre as pessoas. O bom envelhecimento, como sabemos, é interdependente e pede a construção de pontes entre indivíduos. A tristeza é uma excelente engenheira. Se dentro de nós existir algum espaço de amor, haverá também terreno para a tristeza. Já viemos "de fábrica" com um chip que nos vincula a pessoas, realidades e sonhos. Quando nos entregamos de verdade a esses vínculos e então, por algum motivo, somos obrigados a nos desapegar deles, surge a tristeza. Eu vou escolher não ser/ficar triste pensamos às vezes. Bobagem. Primeiro, porque, como escrevi há pouco, não conseguimos evitar. Segundo, porque, ainda que conseguíssemos, repudiar a tristeza seria abrir mão, talvez, da parte mais corajosa da nossa humanidade. A tristeza é um sentimento muito necessário para a nossa existência. Ela integra a nossa essência como seres humanos. Faz parte do nosso dia a dia e tem um papel vital na estruturação, ou na reconstrução, do nosso mundo interno. Todos nós nos entristecemos quando esse mundo interno, ou parte dele, é destruído. Dentro da nossa percepção do que são integridade e segurança, criamos parâmetros muito claros que trazem equilíbrio ao nosso “mundo presumido” um termo que se usa muito na psicologia. Quando perdemos algo que é importante para nós, esse mundo presumido desmorona. E as ruínas são preenchidas pela tristeza. No início pode haver revolta, uma raiva muito grande por algo que aconteceu, mas, depois que essa raiva passar, virá a tristeza. Ela nos fará companhia até que reencontremos o equilíbrio. Muitas vezes a tristeza está ligada ao fato de que alguém que amamos deixou de existir fisicamente. Se essa pessoa não está mais entre nós, é como se, de alguma maneira, nosso amor por ela perdesse o sentido. A verdade, porém, é que a tristeza nos leva para a essência desse afeto. Só sentirá tristeza quem amou. Às vezes amamos a pessoa errada, o projeto errado, o trabalho errado, a realidade errada, mas amamos! E quem experimenta o amor experimenta também a tristeza. A tristeza nos revela toda a potência da nossa coragem. Para amar é preciso ser corajoso, pois o risco de perder está à espreita. Quando se ama, há a entrega completa. E, quando a entrega é completa, só o fato de termos vivido um tempo com a presença física daquela pessoa já é o bastante. O budismo nos ensina sobre o desapego porque as coisas são impermanentes. Entretanto, se praticarmos o desapego orientados somente pelo medo de nos apegarmos, não amaremos; ficaremos no raso da vida. Só podemos nos desapegar daquilo a que nos entregamos. Se você nunca ficou triste, sinto muito, mas não viveu. Só pode dizer que viveu quem amou e ficou triste. São experiências complementares. Li certa vez um breve livro do prosador e poeta libanês Gibran Khalil Gibran (1883-1931) e nunca mais o esqueci. Chamava-se O profeta e nele, indagado sobre o que é a tristeza, o poeta faz a mais linda definição desse sentimento, pareando-o com a alegria. Aqui está: Então, uma mulher disse: Fala-nos da alegria e da tristeza." E ele respondeu: vossa alegria é vossa tristeza desmascarada. E o mesmo poço que da nascimento a vosso riso foi muitas vezes preenchido com vossas lágrimas. E como poderia não ser assim? Quanto mais profundamente a tristeza cavar em vosso sem tanto mais alegria podereis conter: Não é a taça em que verteis vosso vinho a mesma que foi queimada no forno do oleiro? E não é a lira que acaricia vossa alma a própria madeira que foi entalhada a faca? Quando estiverdes alegres, olhai no fundo de vosso coração, e achareis que o que vos deu tristeza é aquilo mesmo que vos está dando alegria. E quando estiverdes tristes, olhai novamente no vosso coração e vereis que, na verdade, estais chorando por aquilo mesmo que constituiu vosso deleite. Alguns dentre vós dizeis: a alegria é maior que a tristeza e outros dizem: não, a tristeza é maior? Eu, porém, vos digo que elas são inseparáveis. Vêm sempre juntas; e quando uma está sentada à vossa mesa, lembrai-vos de que a outra dorme em vossa cama. Em verdade, estais suspensos como os pratos de uma balança entre vossa tristeza e vossa alegria. É somente quando estais vazios que estais em equilíbrio. A cada vez que releio esses versos, me lembro de que tristeza e alegria são parceiras. Quanto maior o espaço que a tristeza cavar dentro de nós, maior o espaço que a alegria poderá ocupar. Por isso, nunca diga não a ela. Sente-se com a tristeza e permita que ela revele todos os segredos do amor. Ela vai explicar por que está ali. A tristeza nos ajuda a entender o sentido da nossa vida, algo que ganhará outro significado no processo de envelhecer, como veremos adiante. Deixe que ela conte, em detalhes minuciosos, quão incrível foi viver tudo que você viveu com aquilo ou com aquela pessoa que agora perdeu. A tristeza nunca vai embora para sempre; ela da uma passeada nas redondezas e avisa: Ate breve! Vamos nos encontrar de novo porque você é uma pessoa corajosa, que sabe se entregar ao amor e conhece o risco da perda? Talvez você tenha achado tudo que escrevi até aqui um pouco poético, mas a tristeza não é para amadores; é para os fortes. Antes de mudar de assunto, quero deixar um alerta. A tristeza é uma emoção humana natural, que nos constrói como pessoas. Muito diferente da depressão, que pode ser definida como um conjunto de sintomas que ameaça a integridade do ser humano. Se houver desconfiança de que a sua “tristeza" esteja impedindo você de reconstruir o sentido da sua vida, procure ajuda profissional.

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Marcio Mafra
28/12/2021 às 19:09
Brasília - DF
Fernanda Mafra me presenteou “Pra Vida toda Valer a Pena” em dezembro de 2021, com a seguinte dedicatória: Para Márcio, O coroa mais elegante que conheço; que sabe envelhecer com galhardia, porém mais que isso, sabe viver como se não houvesse amanhã... Obrigada por me ensinar tanto, de tudo, por me mostrar como gostar de ler e gostar de viver, o que é a mesma coisa no final! Com amor Fê. Vichi nósenhora. Esse exagero é coisa de filha amorosa.

 

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