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O Punho de Deus

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O Punho de Deus

Livro Bom - 1 comentário

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Autor: Frederick Forsyth  

Editora: Record

Assunto: Romance

Traduzido por: A B Pinheiro de Lemos

Páginas: 557

Ano de edição: 1994

Peso: 550 g

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Bom
Marcio Mafra
30/09/2005 às 17:36
Brasília - DF

Frederick Forsyth é um conhecido autor de sucesso, que escreveu O Dia do Chacal, que virou filme. Livro + filme: sucesso mundial é a receita que foi seguida por Morris West, John Grisham, Mario Puzzo, Sidney Sheldon, Harold Robbins, Hermann Hesse, JM Simmel, Janet Dailey, Stephrn King, John Le Carré,Tom Clancy e outros menos votados. Depois de Chacal muitos outros romances do mesmo autor chegaram nas livrarias, todos na mesma linha da espionagem, tudo entremeado de política, de traições, de patriotada, de sexo, de ação e de dinheiro. O Punho de Deus passa pelo governo de Saddan Hussein, pelos bastidores políticos dos Americanos, Ingleses e outros aliados. Aquela velha piada das armas de destruição em massa também faz parte da história. Muitos memorandos, muitas operações secretas, muita ação da CIA. Conclusão: nada. Repeteco sem graça, sem sal, sem pimenta, sem nada. Leitura vazia, embora bonitinha, democrática e politicamente correta.




Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história do Major Mike Martins que é enviado a Bagdá para obter informações que favoreçam Israel, porque desde a Guerra do Golfo, em 1991, os americanos tentam a derrubada do regime de Sadam Hussein, com sua morte em combate, ou fora dele.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Foi uma longa caminhada pelo início da noite, da estação rodoviária, na zona norte da cidade, até a casa do primeiro-secretário da embaixada soviética, no distrito de Mansour, mas Martin até que gostou. Por um lado, porque viajara durante doze horas em dois ônibus diferentes, percorrendo os 380 quilômetros de Ar-Rutba até a capital, e não eram veículos de luxo. Por outro, a caminhada proporcionou-lhe a oportunidade de aspirar mais uma vez o "clima" da cidade que não visitava desde que partira de avião para Londres, como um nervoso colegial de treze anos. Ou seja, fazia vinte e quatro anos. Muita coisa mudara. A cidade de que se lembrava era acima de tudo árabe, muito menor, agrupada em torno dos distritos centrais de Shaikh Ornar e Saadun, na margem noroeste do Tigre, em Risafa, e o direito de Aalam no outro lado do rio em Karch. Quase toda a vida se concentrava nesse círculo interior, com suas ruas estreitas, vielas, mercados, as mesquitas e seus minaretes, dominando a linha do horizonte, para que as pessoas não esquecessem de sua subserviência a Alá. Vinte anos de receita do petróleo haviam criado avenidas largas, de duas pistas, cortando espaços outrora abertos, com contornos, viadutos e trevos. Os carros haviam proliferado e edifícios altos projetavam-se pelo céu noturno, Mammon se sobrepondo ao seu antigo adversário. Mansour, que ele alcançou através da comprida Rua Rabia, estava quase irreconhecível. Martin recordou os extensos espaços abertos em torno do Clube Mansour, para onde o pai levava a família nas tardes do fim de semana. Mansour ainda era, sem qualquer dúvida, uma comunidade de gente prospera, mas os espaços antes abertos eram agora ocupados por ruas e residências para os que tinham condições de viver com classe. Ele passou a poucas centenas de metros da antiga escola preparatória do Sr. Hartley, onde estudara e brincara no recreio com seus amigos Hassan Rahmani e Abdelkarim Badri, mas não reconheceu a rua na escuridão. Sabia o que Hassan fazia agora, mas havia quase um quarto de século não tinha notícias dos dois filhos do Dr. Badri. O caçula, Osman, com tanto gosto pela matemática, teria se tomado um engenheiro? E Abdelkarlm, que ganhara prêmios por recitar poesia inglesa, teria se tomado um poeta ou escritor? Se marchasse ao estilo do SAS, o calcanhar do pé dianteiro tocando no chão antes da ponta do outro pé se elevar, os ombros balançando no ritmo das pernas em movimento, poderia cobrir a distância na metade do tempo. Mas também poderiam lembrá-lo, como acontecera com aqueles dois engenheiros no Kuwait, de que "você pode se vestir como um árabe, mas continua a andar como um inglês". Acontece que seus calçados não eram botas de marcha, mas sandálias de lona, com solas de corda, os calçados de um pobre fellagha iraquiano, e por isso ele quase se arrastava, os ombros vergados, a cabeça baixa. Em Riad, haviam-lhe mostrado um mapa atualizado da cidade de Bagdá e muitas fotos tiradas de grandes altitudes, mas ampliadas até que, com uma lupa, podia-se ver os jardins por trás dos muros, divisar as piscinas e carros dos ricos e poderosos. Martin memorizara tudo aquilo. Virou à esquerda na Rua Jordan, passou pela Praça Yarmuk e virou à direita, seguindo pela avenida arborizada onde residia o diplomata soviético. Nos anos sessenta, sob Kassem e os generais que o sucederam, a União Soviética ocupara uma posição favorecida e prestigiada em Bagdá, fingindo apoiar o nacionalismo árabe, porque era considerado antiocidental, ao mesmo tempo em que tentava converter o mundo árabe ao comunismo. Naqueles anos, a missão soviética adquirira várias residências enormes, fora do conjunto da embaixada, que não podia acomodar o pessoal cada vez mais numeroso. Como uma concessão, essas residências e seus terrenos receberam o status de tenit6rio soviético. Era um privilégio que nem mesmo Saddam Hussein tivera a coragem de revogar, ainda mais porque até meados dos anos oitenta Moscou fora seu principal fornecedor de armas, e seis mil assessores militares soviéticos treinavam sua Força Aérea e Corpo de Tanques, com seus equipamentos russos. Martin encontrou a residência e identificou-a pela pequena placa de latão, anunciando que se tratava de uma propriedade da embaixada da União Soviética. Ele puxou a corrente ao lado do portão e esperou. Depois de vários minutos, o portão foi aberto por um russo corpulento, de cabelos curtos, usando a túnica de um copeiro. - Da? - indagou ele. Martin respondeu em árabe, num tom de queixume adulador de um suplicante a falar com seu superior. O russo franziu o rosto. Martin tateou por dentro da túnica e tirou seu documento de identidade. Isso fazia sentido para o copeiro; em seu país, passaportes internos eram do conhecimento geral. Ele pegou o cartão e disse em árabe, antes de fechar o portão: - Espere. Ele voltou em cinco minutos e fez sinal para que o iraquiano no dish-dash imundo passasse pela estreita abertura no portão. Conduziu Martin à porta principal da casa. No momento em que alcançaram os degraus, um homem apareceu. - Pode deixar que eu cuido do resto - disse ele, em russo. O criado lançou um último olhar furioso para o árabe e depois entrou na casa. Yuri Kulikov, primeiro-secretário da embaixada soviética, era um diplomata profissional. Achara absurda a ordem que recebera de Moscou, mas inevitável. Era evidente que fora surpreendido no meio do jantar, pois segurava um guardanapo, com o qual limpou os lábios, enquanto descia os degraus. - Muito bem, você está aqui - disse ele, em russo. - Agora, preste atenção. Se temos de encenar essa farsa, que assim seja. Mas, pessoalmente, não quero ter nada a ver com isso. Panimayesh? Martin, que não falava russo, deu de ombros, desolado, e murmurou, em árabe: - Por favor, bey? Kulikov encarou a mudança de língua como uma insolência estúpida. Martin compreendeu, com uma deliciada ironia, que o diplomata soviético realmente pensava que seu novo empregado indesejável era um russo, imposto por aqueles miseráveis espiões na Lubyanka, em Moscou. - Está certo, vamos falar em árabe, se prefere assim - disse ele, irritado. O diplomata também estudara árabe, que falava bem, com um óbvio sotaque russo, e não permitiria que aquele agente do KGB se divertisse à sua custa.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

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