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A Revolução Burguesa no Brasil

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A Revolução Burguesa no Brasil

Livro Ótimo - 1 comentário

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Autor: Florestan Fernandes  

Editora: Nova Aguilar

Assunto: Sociologia

Traduzido por: Livro Editado em Português do Brasil

Páginas: 1866

Ano de edição: 2002

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Ótimo
Marcio Mafra
18/07/2005 às 17:54
Brasília - DF

O livro A Revolução Burguesa no Brasil, com 367 paginas, está contido no volume 3 da Coleção Intérpretes do Brasil. Vai da pagina 1497 à 1863. Florestan Fernandes, respeitado sociólogo e historiador, é referência no estudo dos índios Tupinambá. Referência, também nas questões ligadas ao racismo, quando lançou muitas dúvidas sobre o mito da democracia racial, dando alento ao estudo da democracia de forma mais ampla. Na análise dos tipos de Estado, demonstra que a dominação de classe é uma relação entre coerção e o consenso. Este é o seu mais importante livro, quase um tratado sociológico, um legítimo ensaio de sociologia acadêmica, difícil de ler, mas fácil de entender, embora esteja permeado da linguagem do sociologuês, que por vezes, além de extensa, é pernóstica e elitista. O livro analisa - sob interessante viés socialista - que as crises do poder têm uma significação política própria, que acabam por fazer as classes sociais buscarem, nos interesses materiais e políticos, uma unidade qualquer, por mais precária ou modesta que seja. Exemplo disso foi a crise que levou à fundação do Partido dos Trabalhadores. Debalde a linguagem e o raciocínio sociologuês, o livro é bom.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

As principais e mais importantes linhas da evolução do capitalismo e da sociedade de classes no Brasil, sob o ponto de vista das frustrações e esperanças de um socialista militante, o autor, Florestan Fernandes

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Dois artifícios possibilitaram transpor o consenso burguês do plano da sociedade civil para o da Nação como um todo. Primeiro, a impregnação militar e tecnocrática dos serviços, estruturas e funções do Estado. Essa impregnação não só elevou o volume da burguesia burocrática como ampliou sua participação direta na condução dos "negócios do Estado". Além disso, ela também redundou em controles mais específicos, flexíveis e eficientes do funcionamento e da transformação do Estado por parte dos estratos dominantes das classes burguesas. Segundo, a modernização e a racionalização dos processos de articulação política dos estratos dominantes das classes burguesas entre si e com o Estado. Os interesses burgueses superaram, assim, sua debilidade congênita na esfera política. Deixaram de "ter de pressionar" o Estado por vias indiretas e precárias (através do Parlamento, dos meios de comunicação em massa, da manipulação de greves e de agitações populares etc.), conduzindo os ajustamentos necessários a formas de exteriorização menos visíveis, mas que se adaptam melhor a requisitos técnicos e políticos de rapidez, sigilo, eficácia, segurança, economia etc. Quanto ao que representa o deslocamento político em questão, é óbvio que ele contém uma dupla evolução: 1°) dentro dos tempos da Revolução Burguesa, a revolução econômica foi dissociada da revolução nacional, sendo esta relegada a segundo plano; 2°) o Estado capitalista dependente, ao modernizar-se, converteu-se em elo do tempo econômico da Revolução Burguesa, sendo levado a negligenciar e a omitir, sistematicamente, suas funções econômicas diretamente vinculadas à revolução nacional ou à sua aceleração. As classes e estratos de classe burgueses patrocinaram e estão patrocinando, portanto, um intervencionismo estatal sui generis. Controlado, em última instância, pela iniciativa privada, ele se abre, em um pólo, na direção de um capitalismo dirigido pelo Estado, e, em outro, na direção de um Estado autoritário. Ambas as noções são ambíguas. Contudo, elas traduzem uma realidade concreta. O Estado adquire estruturas e funções capitalistas, avançando, através delas, pelo terreno do despotismo político, não para servir aos interesses "gerais" ou "reais" da Nação, decorrentes da intensificação da revolução nacional. Porém, para satisfazer o consenso burguês, do qual se tomou instrumental, e para dar viabilidade histórica ao desenvolvimentismo extremista, a verdadeira moléstia infantil do capitalismo monopolista na periferia.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Judith e Marco Aurélio Cerqueira, me presentearam no aniversário de 2004, com a coleção de história, Intérpretes do Brasil, em três bem nutridos volumes


 

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