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Livro Ruim - 1 comentário

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Autor: Peter Mayle  

Editora: Rocco

Assunto: Romance

Traduzido por: Roberto Grey

Páginas: 241

Ano de edição: 1999

Peso: 300 g

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Ruim
Marcio Mafra
19/02/2006 às 16:57
Brasília - DF

Qualquer proposta é uma história de trufas (espécie de cogumelo que existe na Europa), milionários, helicópteros, crimes, castigos, sexo, dinheiro, sucesso, elegância, charme, submissão, bons vinhos, corrupção, policiais, iates, paisagens e mulher bonita. A leitura flui. É livrinho para ler num finalzinho de semana. Tem passagens divertidas e gostosas. Mas é um livro chinfrim, porque não passa de uma historinha besta, imitação empobrecida do Ian Fleming, que em 1952 ou 53, criou o personagem James Bond, o agente 007, ao escrever o livro "Cassino Royale". Ian Fleming morreu em 1964 e Peter Mayle não é seu herdeiro literário.


Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

A história de Bennett, um "bon vivant" e quase excêntrico corretor de imóveis.

Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Benneti acordou com o som de france-musique no rádio e o cheiro de café coado. Por um instante semiconsciente, pensou que estivesse de volta a Saint-Martin, com Georgette na cozinha e um dia agradável, sem complicações e livre de perigo pela frente. Em seguida, deu-se conta da rigidez por ter dormido num espaço apertado, abriu os olhos e levantou com cautela a cabeça do seu travesseiro improvisado formado pelas calças enroladas. Seu pescoço doía. Alguém parecia ter cravado uma chave de fenda no seu crânio, virando-a toda vez que ele se mexia. Baixou os olhos e viu os sapatos, meias, garrafa vazia de uísque e copo virado no chão a seu lado. Gemeu, forçou-se a levantar-se do sofá, e foi tateando até a cozinha. - Você está com uma aparência de merda - disse Anna cheia de entusiasmo. - Café? Fazendo que sim com a cabeça, Bennett contemplou-a com olhos semicerrados contra a luz, a encher uma xícara e passá-la para ele. Parecia refrescada e descansada, cheirando a mimosa, de um dos sabonetes caros de Poe. Bennett olhou para baixo, para suas bermudas amarrotadas, e coçou seu queixo com a barba por fazer. Ele se sentia uma merda, também. - Vou comprar uns croissants - disse Anna. - Por que não toma um banho? Ele balançou cautelosamente a cabeça. - Sim, sargento. Abluções. Formar para o café às oito horas. - Ele foi arrastando os pés até o banheiro, agarrando seu café com ambas as mãos. Ela observou-o se afastar e flagrou-se olhando para suas costas bronzeadas e para o modo como iam afilando até chegar aos quadris estreitos. Meia hora mais tarde, fortificado por aspirina e protegido do brilho do sol por óculos escuros, juntou-se a Anna no terraço. Ferira-se ao fazer a barba e estava cuidando do seu queixo. Viu que ela olhava. - Ferido em combate - disse ele. - Terá que me substituir. Estou de saída, licença de saúde. - Meu herói. - Ela passou-lhe um croissant. - Andei pensando - disse ela. - Digamos que a gente não troque a pasta a bordo. Isso significa que teremos de seguir o comprador. Bennett mordeu a massa amanteigada, sentindo-a flutuar dentro de sua boca. A aspirina estava começando a fazer efeito. Talvez ele sobrevivesse ao dia. - Grande problema - disse Anna. - Como vamos segui-lo? O carro estará em Cannes. Bennett forçou sua cabeça a participar, ela que apenas acabava de dominar os problemas de coordenação motora exigida pelo café da manhã. Como disse Anna, o carro estaria em Cannes, e eles desembarcariam em algum porto indeterminado ao longo do litoral. Será que o comprador providenciaria para que alguém viesse se encontrar com ele? Quase certo, provavelmente para levá-lo ao aeroporto mais próximo. Como atacar alguém de surpresa, quando ele está de carro e você a pé? Ou você pega um táxi e o segue? E aí? Bennett sentiu uma nova fisgada de dor no crânio, mas em algum lugar, lutando contra os vestígios de sua ressaca, havia uma solução lutando para vir à tona. - Bennett? Ainda está aí? Ele estendeu sua xícara, querendo mais café, e com isso veio-lhe a inspiração. Os homens de Poe estariam seguindo o barco. Os homens de Poe estariam à espera seja lá onde ele atracasse. Os homens de Poe teriam um carro e um pequeno arsenal de armas. Os homens de Poe poderiam fazer o trabalho sujo. Era simples. Tudo que eles precisavam fazer era identificar o comprador para os brutamontes, e deixar por conta deles. Imensamente animado por esta idéia, Bennett deu um sorriso radiante para Anna, brandindo energicamente a sobra de seu croissant, como um maestro instando sua orquestra a culminar com o final. - Reforços - disse. - É isso aí. Trazer as tropas. Anna escutou enquanto ele explicava. - Não - disse ela. - Não gosto disso. Se deixarmos os homens de Poe recuperarem a pasta, não serei paga. - E ela deu-lhe um olhar direto, suas feições rígidas. - Estou contando com esses cinqüenta mil. E também os médicos. Bennett insistiu, tornando-se cada vez mais excitado ao pensar numa solução limpa e sem dor. - Deixe-me falar com Poe. Olhe, é só uma alternativa se não conseguirmos fazer a troca. Melhor que perder a pasta totalmente, não é? Anna não disse nada. Estava começando a fazer seus próprios planos, e estes não incluíam nenhuma ajuda da parte de Poe. Mas contá-los agora a Bennett seria uma complicação desnecessária. E assim, depois de uma prolongada e mais do que genuína demonstração de relutância, ela concordou que ele ligasse. Dez minutos mais tarde, com um sorriso de triunfo, ele voltou após ter falado com Poe. - Está tudo combinado - disse ele. - Os brutamontes nos encontrarão assim que desembarcarmos. Estarão vestidos de policiais franceses. Se não conseguirmos fazer a troca, daremos a pasta falsa para eles. Interceptarão o comprador na estrada, fingirão estar à procura de drogas, camembert falsificado, ou algo assim, e farão uma busca no seu carro. Distrairão ele, pegarão a pasta verdadeira e a trocarão pela falsa. - Bennett parou e sacudiu a cabeça. - Ele é um filho da puta sinuoso, Poe. Quer que o comprador descubra que comprou uma falsificação, o que não levará muito tempo, logo depois que ele a levar a um laboratório, e vá em cima de Tuzzi. Sabe o que ele disse? "Isso vai fazê-lo parar de pensar em perseguir garotinhas em Ibiza." - E quem é ele para falar? A ressaca de Bennett estava sendo substituída por uma euforia atordoada. Tinha escapado do anzol. Tudo que precisavam fazer era desempenhar seus papéis durante um dia ou dois, perder de maneira convincente no leilão, e transferir o problema e a pasta para a polícia particular de Poe. Sua tenra cabeça se recuperara milagrosamente. Isto pedia uma pequena comemoração. Sorriu radiante para Anna. - Agora, Srta. Hersh, sei que a confraternização entre executivos e suas secretárias vai contra as normas da empresa, mas dadas as circunstâncias acho que as normas podem ser um pouquinho quebradas, não acha? Seu rosto era um exemplo de felicidade. Anna não pôde deixar de devolver o sorriso. - O que tem em mente? Uma festa de escritório? - Almoço, Srta. Hersh. Almoço. - Ele olhou para ela sobre a borda dos óculos escuros. -Quer me fazer um favor? Vá de vestido. E sapatos que combinem. Iremos ao Chez Bacon, e o maitre virá beijar a fímbria de seu vestido, assombrado por uma freguesa tão estonteante. Prometa. E o peixe é ótimo. Ocuparam o quarto em turnos, mudando de roupa e fazendo as malas para embarcar. O estado de espírito de Bennett era contagioso, e Anna viu, para surpresa sua, que se vestia para agradá-lo, um vestido curto sem mangas de linho bege claro, saltos altos e um toque extra de Coco na base de sua garganta. Lembrou-se de uma frase de um antigo anúncio de perfume: Use-o onde gostaria de ser beijada. Olhou para si mesma no espelho do banheiro. Queria que Bennett a beijasse? Pensaria a respeito. Ele estava esperando-a em cima, de blazer e calças de flanela, com uma gravata dos velhos Etonianos surrupiada de Poe, no colarinho de sua melhor camisa azul. Depois que ele tivesse abotoado sua braguilha, pensou Anna, dava para levá-lo a qualquer lugar. Ela balançou a cabeça, aprovando. - Nada mal. Você se arruma bastante bem. Bennett fez uma mesura. - Você mesma não está tão mal, para uma soldada da reserva. - Ele contemplava os movimentos interessantes que aconteciam sob o vestido dela, quando ela foi até o vestíbulo e se inclinou para botar sua sacola no chão. Isto não demoraria a terminar, e então ele talvez conseguisse persuadi-la a ficar. O que acharia ela de Saint-Martin? O que Georgette acharia dela? - Pegou tudo? - perguntou ele. - Não se esqueça que hoje à noite deve ter um jantar elegante no iate. Espero que tenha trazido suas medalhas de combate. Ela abriu a porta da frente e olhou para ele, atrás. - Abotoe sua braguilha. É uma ordem.


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Marcio Mafra
18/01/2013 às 19:17
Brasília - DF

Não tem nada de especial ou histórico que me lembre sobre este livro


 

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